TERAPIA

Eletroconvulsoterapia segura e eficaz em doenças mentais graves

A eletroconvulsoterapia (ECT) é um tratamento seguro e eficaz para doenças mentais graves, de acordo com um estudo apresentado no congresso anual da Associação Europeia de Psiquiatria, realizado recentemente em Budapeste, na Hungria.

Eletroconvulsoterapia segura e eficaz em doenças mentais graves

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A ECT, também chamada de terapia eletroconvulsiva, é uma técnica de neuromodulação que consiste em causar convulsões controladas para ajudar a restabelecer o fluxo de neurotransmissores. O procedimento é realizado sob anestesia geral.

Na investigação, realizada por investigadores da Universidade de Glasgow, no Reino Unido, a equipa avaliou o uso da ECT em toda a Escócia e a sua eficácia e efeitos colaterais numa série de transtornos psiquiátricos comuns, incluindo depressão, depressão bipolar, esquizofrenia e mania ao longo de um período de 11 anos, nomeadamente de 2009 a 2019.

Os especialistas identificaram 4.826 episódios de ECT, principalmente em mulheres (68,4%). O número médio de tratamentos por episódio foi de 9,59 e a dose média de tratamento administrada foi de 277,75 mC.

A ECT demonstrou ser eficaz na redução da gravidade da doença, conforme medido pela Clinical Global Impression Scale (CGI-S) – uma ferramenta de avaliação validada administrada por um médico que mede a gravidade da doença.
Cerca de 2.920 episódios de ECT tiveram pontuações CGI-S registradas para pacientes antes e depois do tratamento. A pontuação média do CGI-S antes do tratamento indicou uma gravidade acentuada da doença (5,03), enquanto após o tratamento, a pontuação média do CGI-S foi reduzida para 2,07, indicando uma redução para a gravidade da doença limítrofe.

Foram ainda avaliados os efeitos colaterais da terapia. As complicações incluíram problemas anestésicos e convulsões prolongadas (<1% dos episódios de tratamento para ambos), assim como problemas cardiovasculares (2,2%), náuseas (7,2%) e dores musculares (12%). Foram relatados ainda confusão (19%) e efeitos colaterais cognitivos em 26,2% dos episódios de tratamento.

De acordo com Julian Beezhold, secretário-geral da Associação Europeia de Psiquiatria, o estudo desafia os equívocos e estigmas comuns associados à ECT, e fornece informações valiosas que podem modificar as perceções do público e estimular discussões informadas entre os profissionais de saúde.

Fonte: Tupam Editores

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